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25 de abril de 2013

Low Serotonin

Oi, Blog.

Quantos milhões de tempos que não venho aqui, né?

Adoro pensar que a sua única leitora sou eu mesma, ou melhor, uma Nicole de um futuro quase próximo.
Adoro ver que ao longo desses meus posts eu falei tanto em como mudei com o tempo, com as minhas amizades, amores, recaídas, enfim, em mudanças mudanças mudanças, mas que em quase todo post eu comentava como era triste e sozinha.
Ou seja, eu até posso ter mudado, mas essa solidão sempre esteve ali, as vezes escondidinha bem no fundo, as vezes na superfície, mas sempre presente.

E hoje, pleno 2013, eu me deparo com ela mais intensa do que nunca. Digo intensa porque nunca tinha chegado a um ato tão extremo antes. E hoje fazem 5 dias que tudo aconteceu.
Eu até explicaria tudo em detalhes, mas não quero ficar lembrando.
Só queria desabafar.

"We accept the love we think we deserve."

Essa frase me define completamente.
Sou tão insegura que acho que as pessoas tem que me amar na mesma "intensidade" e da mesma forma que eu amo elas, e na maioria das vezes não é assim. Obvio que não é assim. Obvio que existem pessoas que você ama mais do que elas te amam, e vice-versa. E cada um tem um jeito de demonstrar o seu próprio amor. Afinal essas coisas não tem que entender né, elas simplesmente são assim e você não tem como mudar isso.

Enfim.
Minha mãe quer me colocar num psicólogo agora, mas eu sei que não vou conseguir me abrir com ele.
Eu nunca consegui me abrir completamente com ninguém. Nem com minhas melhores amigas, nem com meu atual melhor amigo. E o pior de tudo é que eu meio que já sei o por que de eu estar assim. De essa tristeza estar tão grande que eu não aguento mais nada. Sei e ao mesmo tempo não sei, na verdade.

Eu sou muito confusa, porra.


Queria muito que existisse uma versão minha com Ph.D. em psiquiatria ou psicologia pra que eu me abrisse e ela me dissesse o que eu tenho de errado.
Desconfio muito que o que eu tenho é carência de atenção, só. Ou não. As vezes acho que sou depressiva de verdade, daquele tipo que tem que tomar remédio e tudo mais. Queria experimentar tomar essas coisas pra ver se ia adiantar alguma coisa.

Eu sempre me identifiquei muito com o Charlie de Perks of Being a Wallflower (o melhor livro/filme do mundo) e com a Susanna de Girl, Interrupted (um dos meus filmes preferidos). (Quem conhece ambos deve estar pensando: nossa guria, vai se tratar). Na verdade tem milhões de personagens com quem eu me identifico, mas esses são os que eu mais tenho lembrado ultimamente.



Tomara que ninguém esteja lendo isso, com certeza acabaria com o dia de qualquer um. Então, se caso você tenha caído aqui sem querer, minhas sinceras desculpas.

As vezes eu me acho muito egoísta por tudo isso. Por sempre ter quase tudo que eu quero, ser saudável, ter uma família que me ama, amigos, estar numa faculdade, fazendo um curso que eu gosto, e ainda me sentir triste o tempo todo, fingindo sorrisos por todos os lados.
Acho que vai ser bom eu começar a ir no psicólogo mesmo.

Bom, acho que por hoje é só.
Sinto que voltarei mais vezes agora, tinha esquecido de como escrever me faz bem e tira um peso enorme das minhas costas.

10 de abril de 2012

"- I don't have any friends."
"- This is a very tough thing to learn."

3 de abril de 2012

The Hunger Games

Recentemente li a trilogia "The Hunger Games" e acho que foram uns dos melhores livros que eu já li na vida. Eu nem vou tentar explicar a história, pois sou péssima nisso e poderia acabar estragando todo o suspense existente, então recomendo que você leia e depois veja o filme, que está ótimo! A única coisa que posso dizer é que esse livro é uma lição de vida (não, não estou exagerando), ele realmente mudou o meu 'modo' de enxergar as coisas. A única coisa ruim é quando chega ao final, sério, estou com um vazio dentro de mim que parece que nunca vai ser preenchido. Juro que quando estava terminando de ler o terceiro livro, Mockingjay, eu estava literalmente soluçando de tanto chorar. Acho que é isso que querem dizer com "se conectar com o personagem", hahaha.



(essa sou eu em depressão após terminar de ler o último livro)