Estava com muitas saudades (ou será muita saudade?) de escrever; não de escrever qualquer coisa tipo as redações do colégio, mas de escrever sobre as coisas que eu gosto, sobre o que está acontecendo, enfim, sobre as coisas que eu costumo escrever. Fiquei um tempo sem postar aqui, digamos que porque o blogspot me trollou e eu perdi (quase que) completamente o poder sobre meu antigo blog (sim, esse blog é novo. não, não mudou quase nada), e com isso, perdi a vontade de escrever também. MAS, depois de muita insistência da minha parte, consegui de algum jeito "copiar" todos os posts do outro e passar pra esse! (:
Bom, a parte "difícil" já foi, agora só falta deixar essa preguiça de lado e voltar a postar.
Meta para essa semana/mês/fim de ano: me empenhar mais, em tudo.
4 de agosto de 2011
8 de julho de 2011
12 de abril de 2011
Oi,
Como você está? Como vão as coisas? A vida por aqui anda normal, estou me dedicando mais, em tudo, nos estudos, família, amigos... Perdi aquela preguiça com o decorrer do tempo. Lembra daquele vazio que sempre comentava? Então, só aumentou. Queria que você ainda estivesse aqui, sinto saudades, de verdade. Sabe, as vezes penso em você como um tipo de anjo, pois sempre se importou e se preocupou comigo e todas as vezes que precisava de alguém você era o primeiro a estar lá. Admito que sinto falta também de toda essa proteção, me sentia tão bem. Mas veja agora, mal nos falamos, não sei mais nada sobre você, só me restou nossas histórias... Ah se eu pudesse voltar no tempo e te dizer tudo o que está na minha cabeça até hoje implorando pra ser dito. Não devia ter pensado demais. Odeio pensar demais. Odeio pensar demais em coisas que não têm necessidade, e pensar de-menos em coisas quase-que-essenciais. Enfim, queria te pedir desculpas, por tudo, e espero, de verdade, que quando você voltar tudo fique bem de novo.
Com carinho.
10 de abril de 2011
Confesso que ando muito cansado, sabe? Mas um cansaço diferente. Um cansaço de não querer mais reclamar, de não querer pedir, de não fazer nada, de deixar as coisas acontecerem.
Caio Fernando Abreu
Caio Fernando Abreu
14 de março de 2011
Absolutamente Nada
"Em uma folha de papel amarelo com linhas verdes
ele escreveu um poema
E o intitulou "Chops"
porque era o nome de seu cão
E era o que estava em toda parte
E seu professor lhe deu um A
e uma estrela dourada
E sua mãe o abraçou à porta da cozinha
e leu o poema para as tias
Era o ano em que o padre Tracy
levava todas as crianças ao zoológico
E ele deixou que cantassem no ônibus
E sua irmazinha tinha nascido
com unhas minúsculas e nenhum cabelo
E sua mãe e seu pai se beijaram tanto
E a garota da esquina mandou para ele
um cartão de Dia dos Namorados assinado com vários X
e ele teve de perguntar ao pai o que significava X
E seu pai deixou que ele dormisse na sua cama à noite
E era sempre lá que ele dormia
Em uma folha de papel com linhas azuis
ele escreveu um poema
E o intitulou "Outono"
porque era o nome da estação
E era o que estava em toda parte
E seu professor lhe deu um A
e o pediu para escrever com mais clareza
E sua mãe não o abraçou à porta da cozinha
por causa da pintura nova
E as crianças disseram a ele
que o padre Tracy fumava cigarros
E largava as guimbas no banco da igreja
E às vezes elas faziam buracos
Que era o ano de sua irmã usar óculos
com lentes grossas e armação preta
E a garota da esquina riu
quando ele pediu para ver Papai Noel
E os garotos perguntaram por que
a mãe e o pai se beijavam tanto
E seu pai não o cobria mais na cama à noite
E seu pai ficou furioso
quando ele chorou por isso.
Em um pedaço de papel de seu caderno
ele escreveu um poema
E o intitulou "Inocência: Uma Questão"
porque a questão era sobre uma garota
E isso estava em toda parte
E seu professor lhe deu um A
e um olhar muito estranho
E sua mãe não o abraçou à porta da cozinha
porque ele nunca o mostrou a ela
Foi o primeiro ano depois da morte do padre Tracy
E ele esqueceu como terminava
o Creio em Deus Pai
E ele pegou a irmã
se agarrando na varanda dos fundos
E sua mãe e seu pai nunca se beijavam
nem mesmo conversavam
E a garota da esquina
usava maquiagem demais
O que fez ele tocir quando a beijou
mas ele a beijou mesmo assim
porque era a coisa certa a fazer
E às três da manhã ele se aninhou na cama
seu pai roncava alto
É por isso que no verso de uma folha de papel pardo
ele tentou outro poema
E o intitulou "Absolutamente Nada"
Porque era o que estava em toda parte
E ele se deu um A
e um corte em cada maldito pulso
E se encostou na porta do banheiro
porque nessa hora ele não pensou
que poderia alcançar a cozinha."
ele escreveu um poema
E o intitulou "Chops"
porque era o nome de seu cão
E era o que estava em toda parte
E seu professor lhe deu um A
e uma estrela dourada
E sua mãe o abraçou à porta da cozinha
e leu o poema para as tias
Era o ano em que o padre Tracy
levava todas as crianças ao zoológico
E ele deixou que cantassem no ônibus
E sua irmazinha tinha nascido
com unhas minúsculas e nenhum cabelo
E sua mãe e seu pai se beijaram tanto
E a garota da esquina mandou para ele
um cartão de Dia dos Namorados assinado com vários X
e ele teve de perguntar ao pai o que significava X
E seu pai deixou que ele dormisse na sua cama à noite
E era sempre lá que ele dormia
Em uma folha de papel com linhas azuis
ele escreveu um poema
E o intitulou "Outono"
porque era o nome da estação
E era o que estava em toda parte
E seu professor lhe deu um A
e o pediu para escrever com mais clareza
E sua mãe não o abraçou à porta da cozinha
por causa da pintura nova
E as crianças disseram a ele
que o padre Tracy fumava cigarros
E largava as guimbas no banco da igreja
E às vezes elas faziam buracos
Que era o ano de sua irmã usar óculos
com lentes grossas e armação preta
E a garota da esquina riu
quando ele pediu para ver Papai Noel
E os garotos perguntaram por que
a mãe e o pai se beijavam tanto
E seu pai não o cobria mais na cama à noite
E seu pai ficou furioso
quando ele chorou por isso.
Em um pedaço de papel de seu caderno
ele escreveu um poema
E o intitulou "Inocência: Uma Questão"
porque a questão era sobre uma garota
E isso estava em toda parte
E seu professor lhe deu um A
e um olhar muito estranho
E sua mãe não o abraçou à porta da cozinha
porque ele nunca o mostrou a ela
Foi o primeiro ano depois da morte do padre Tracy
E ele esqueceu como terminava
o Creio em Deus Pai
E ele pegou a irmã
se agarrando na varanda dos fundos
E sua mãe e seu pai nunca se beijavam
nem mesmo conversavam
E a garota da esquina
usava maquiagem demais
O que fez ele tocir quando a beijou
mas ele a beijou mesmo assim
porque era a coisa certa a fazer
E às três da manhã ele se aninhou na cama
seu pai roncava alto
É por isso que no verso de uma folha de papel pardo
ele tentou outro poema
E o intitulou "Absolutamente Nada"
Porque era o que estava em toda parte
E ele se deu um A
e um corte em cada maldito pulso
E se encostou na porta do banheiro
porque nessa hora ele não pensou
que poderia alcançar a cozinha."
Você já se sentiu infinito?
É um daqueles momentos em que você ouve a música certa para o momento certo, e você está com as pessoas que você mais gosta de estar, num lugar bom, e você se sente realmente feliz. É tipo aquela sensação de calmaria que vem logo depois da tempestade, só que muito melhor. Acho que deve chegar perto daquela "paz" que dizem que as pessoas sentem quando estão prestes a morrer, sabe?
Sei lá, não tem como explicar, é único.
É algo que todo mundo devia sentir pelo menos uma vez na vida.
É algo que todo mundo devia sentir pelo menos uma vez na vida.
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